E lá fui eu pra mais uma viagem. Mais um concurso fora da minha terra. Fora os gastos, mais do que a experiência que sempre se adquire, tem as experiências que se vivencia...
Lá fui eu no sábado rumo às Minas Gerais. Ciente de uma prova difícil me esperando no domingo, mas com espaço sobrando na mala para várias coisas que voltariam comigo mesmo sem ter ido.
Já conheci vários mineiros em vários lugares e sempre tive uma impressão ótima deles, aquele pessoal boa praça, solícito etc (mesmo sabendo qua as moçoilas se preocupam demais com a aparência pelas bandas de lá). Então, fui super animada após muitas pesquisas na internet e dicas valiosas da
Alê.
Chegamos em BH eu e Marcinha, mais tarde do que imáginávamos e a jornada começou com um taxista que não respondeu ao bom dia. mas tudo bem, pelo menos nos levou direto ao destino sem voltas desnecessárias.
Chegando ao hotel, o choque. Era bizarro. Viva o photoshop, nem tudo que reluz é mesmo ouro. E o Hotel Amazonas Palace é a prova disso. Um prédio velho, feio e mal cuidado com funcionários mal humorados e desorganizados. Nunca vi tanta falta de boa vontade. Ok, talvez tenha visto sim - em São Paulo.
Subimos ao quarto no 12º andar e apesar de feio, pelo menos as roupas de cama e banho eram bem limpas.
Pegamos um trenzinho que dá a volta no parque e depois fomos ao Palácio das Artes. Niemeyer se denuncia no primeiro traço. O "elefante branco" é simples e lindo. Eu diria simplesmente lindo.
Deu pra ver duas exposições, mas pena que a do Ziraldo só ía começar nessa semana... :(
Voltamos a pé e cansadas. Confesso que fiquei com um pouco de medo, mas tudo correu bem e resolvemos descansar até o dia seguinte.
Acordar cedo numa manhã fria de domingo não é a melhor opção numa viagem, mas como não tínhamos opção, foi o que fizemos. Descemos pro salão do café e encontramos outros concurseiros. Uns tensos, outros tranquilos, acho que estávamos entre os tranquilos...
Mas algo quase conseguiu abalar a minha tranquilidade. Estava lá preparando o meu cafezinho pra não ter sono, quando de repente emerge na minha xícara uma baratinha. AAAAAHHHHHH! Pedi para a
simpática moça levar a xícara, respirei fundo e, acreditem, preparei outro café. Definitivamente não dava pra ir fazer prova em jejum.
A prova foi difícil. Como é tradicional em Minas. Mas não me assustei tanto, tava dentro do esperado. O pitoresco foi ver mulheres de trench coat e saltos agulha indo fazer prova. Como eu estava?? Calça jenas, camiseta e tênis, afinal, depois da prova a feira hippie me esperava.
Fiquei encantada com a feira hippie. Tem muita coisa legal a preços módicos. Deu pra fazer umas comprinhas, mas pra mim mesma, apenas uma pulseirinha... Pena que não deu pra ver mais coisas, pois pouco mais de uma hora depois que chegamos as barracas já começavam a ser desarmadas.
Voltamos pro hotel com nossos pacotes e resolvemos nos poupar para uma bordejada noturna. Sushi Beer na Savassi, um lugar legal e enooooorme!
Na segunda tava programada uma viagem a Ouro Preto com uma amiga de Marcinha. Eu não fazia idéia de que era tão perto de BH. Chegamos na rodoviárias às 8h e não havia mais passagens. Só para as 10h, sendo que a viagem iria durar 2h. Poxa, 2h de ida e 2h de volta para passarmos apenas 5h por lá não valia a pena. Resolvemos então passear por BH mesmo.

Fomos para a Pampulha. A igrejinha de São Francisco de Assis é mesmo uma graça (Niemeyer + Portinari), mas não abre às segundas. Outra coisa que achei esquisito foi cobrarem ingresso para a visitação. Onde já se viu cobrar pra entrar em igreja??? E olhe que de igreja os soteropolitanos entendem. Nem a de São Francisco aqui em Salvador que é toda revestida de ouro internamente cobra ingresso.
De lá resolvemos ir na torre da Alta Vista. Mas lá, novamente, ingresso! R$ 5 pra subir uma torrezinha espelhada e ver a cidade. Um absurdo! (eu sei que devíamos ter ido na Praça do Papa...) Em Brasília não se paga nada pra subir na torre de tv e aqui, o Elevador Lacerda custa R$ 0,10. Resultado: não subimos e tiramos umas fotos de lá do primeiro andar mesmo.
Uma brincadeira da mãe de Lu (amiga de Marcinha) nos rendeu a viagem a Ouro Preto. Pelo mesmo preço que pagaríamos na viagem de ônibus, o taxista topou nos levar lá e nos trazer de volta, é claro!
Almoçamos uma comidinha mineira, e de cara fomos numa feirinha de artesanato!

Aí foi que deixei meu dinheirinho todo em Ouro Preto!! Quanta coisa linda na feirinha!!!! Tudo em pedra sabão, tudo muito lindo e muito barato, me acabei!!!! A cidade é muito bonitinha, achei mais bonita até do que Olinda (Sorry,
Baby, é uma questão de gosto...), tem um astral massa! Apenas uma coisa incomodou um pouco: o tráfego intenso de veículos, inclusive, ônibus! Marcinha disse que quando for promotora vai tomar uma providência!!! Como é que o IPHAN permite isso? Mas, por outro lado, não permitir a circulação de ônibus tornaria a vida dos habitantes de Ouro Preto meio inviável...
Outra coisa que chamou a atenção em Ouro Preto foi o atendimento nos lugares. Beeeem melhor que em BH. Acho que por ser uma cidade turística, as pessoas têm mais consciência da importância de ser gentil e afável. Mas mesmo assim não tem jeito: povo igual ao nordestino não existe! Pode até não ter tanta lapidação e profissionalismo, mas a gente sai bem mais feliz!
Mas de um modo geral valeu a pena. Voltei de Minas com mais dois pontinhos preenchidos no mapa e muitas coisitas na bagagem!