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terça-feira, 10 de julho de 2007

De repente a gente sente sem saber porque.
Ou melhor, sabe porque, não sabe como.
Como de repente a vida do outro é tão importante quanto a sua própria.
Sem pedir licença, a gente de repente compra as dores e as alegrias.
Su corazón, mi corazón.
Fazer feliz e ser feliz já é tudo a mesma coisa.
E tudo que se quer é sempre mais!


*Happy Birthday, angel!


quarta-feira, 21 de março de 2007

vem dançar comigo


pezinho balançando por dentro

olhos brilhando
não consigo esconder

coração no compasso
da música
do sim

sorriso pedinte
sorriso aquiescente

razão nos pés
melodia na cabeça
ritmo do coração!

*Obrigada, amor!!!

quarta-feira, 31 de janeiro de 2007

...


se me dá sorte ainda não sei

ou sei e só me falta a certeza
me dá alegria, sorriso e infância
beijo na boca e motor de arranque

me dá muito mais que eu sonhei
a sorte já tive em se me dar
quisera um trevo pra que
se é, mais que amuleto, meu lar


segunda-feira, 25 de julho de 2005

Meu querido amigo parte hoje... Já há algum tempo não temos estado presentes na vida um do outro fisicamente, mas ele sempre me acompanha em pensamento. Guto sempre foi do mundo e agora vai mais longe. De peito aberto, com toda sua espontaneidade!!
Ele agora inventou de me chamar de chuchu, nada a ver... mas é assim esse menino e foi por isso que em 1999 eu escrevi:

Amizade e amor não raro se confundem
Um e outro caminhando lado a lado
Girando e se misturando na roda viva
Um abraço, ora beijo os dois se unem
Sentindo o gosto do que (não) é esperado
Tudo muda ao toque da caricia nociva
Ontem amigo, hoje amor, os dois se fundem

au revoir, mon chère!!!
et je veut te revoir... en Paris, qui sais..!!

quarta-feira, 1 de junho de 2005

a veemência encantadora daquela prosa
que me mostrava um universo sedutor
fazia de mim uma criança curiosa
querendo descobrir e viver o esplendor


super atual (com uma ligeira adaptação!)
e olhe que eu escrevi isso quando eu tinha 15 anos...

sexta-feira, 22 de abril de 2005

Confissão

Tenho querido escrever mais sobre mim aqui. Sobre meus sentimentos. Mas isso é muito público e não tô querendo me expor tanto... Minha vida sempre foi um diário aberto e talvez em algum momento isso tenha me prejudicado, mas isso não tem nada a ver com o que eu vou falar, digo, escrever.
Essa semana falei com duas pessoas do meu passado não tão remoto assim. Ambas muito importantes, mas provocaram repercussões diversas agora. Engraçado como a voz é um elemento sedutor (ou não) numa pessoa!!! (Minha chefe sempre disse que o maior charme do meu anmorado era a voz - ela tem um pouco de razão...).
Voltando a vaca fria, um desses "encontros" foi menos perturbador do que eu esperava, mas me fez me sentir um pouco Nicolas Cage naquele filme "Um Homem de Família". Em homenagem a essa pessoa uns versinhos tristes que me escaparam em julho de 2000:

Corte

Tamanha doçura num beijo
Teu jamais esperei
Encanto em olhares e risos
Só felicidade me tornei

Sem planos pro futuro
Com esperança te esperei
Sorrir teus olhos todos os dias
Sem querer me apaixonei

O carinho transformado
Míngua os sonhos que sonhei
A aspereza das palavras
É o rascunho do que idealizei

O cuidado não apaga
Ainda as lágrimas que chorei
Apesar das mãos unidas
No teu gesto me cortei


PS: Ler o flog de Ciro tem me estimulado a divulgar essas minhas "pérolas".

domingo, 10 de abril de 2005

Esperar

"esperar é reconhecer-se incompleto"
Carlos Drummond de Andrade

esperar apenas um toque
que afagará o ânimo
um toque suave sobre a pele
um toque que traga uma voz

esperar sem esperança
esperar sem querer esperar
que venha mesmo que incerto
antes a dúvida que a indiferença


Engraçado, hoje a dúvida é algo que me angustia...

domingo, 3 de abril de 2005

Paredes brancas
Brancos pensamentos
Que voam longe

Ecos do vazio
Sons do nada
Que soam longe

Olhos perdidos
Íris cristal
Que vêem longe

Folhas no vento
Brisas do tempo
Muito longe

(Ago/2000)